Relógio elétrico IBM que por décadas marcou e enviou impulsos para acertar a “hora do Brasil“. Era mantido no Edifício da Light no Rio até ser substituído por um relógio atômico que se encontra no Observatório Nacional.
A coleção de relógios de parede e de mesa é outra atração à parte, revelando a evolução do objeto com o passar das décadas. Com cerca de 500 peças, reúne verdadeiras relíquias desde o século XVI. O relógio reinou absoluto como o maior objeto de desejo da população, até ser desbancado do trono justamente pela chegada do automóvel, lembra Rúbio.
Além de envolver um grande número de profissionais especializados na arte da relojoaria e da marcenaria, os relógios contam a história do mundo contemporâneo. Da mesma forma que os carros antigos, a coleção também começou com peças da família, até que o empresário conseguiu adquirir, de uma só vez, uma coleção com 170 relógios. Nascia ali a ideia de mostrar as preciosidades, todas em pleno funcionamento.
“Na Era Industrial, o relógio era objeto de necessidade de qualquer família”, lembra Rúbio, que destaca, além de exemplares dos I e II Impérios, a maior preciosidade do Museu: o relógio que marcou a hora do Brasil, um IBM Anos 1930, que ficava no prédio da Light, no Rio, e que, por ser elétrico, não poderia lhe faltar energia para funcionar.
“Carmo da Mata merece virar um pólo cultural”, defende o empresário, que ainda mantém em exposição ao público uma rara coleção de cachaças, 95% delas provenientes dos alambiques mineiros.
Relógios de Caixa Alta mostrando cachepot em faiençe japonesa do período Satsuma
Relógios rústicos porém muito altos para que a corda durasse mais dias ostentando escudo de armas reais portugueses provenientes de casas de fidalgos em Ouro Preto na época de Vila Rica
Ao centro importante relógio do Primeiro Império Brasileiro com adição em seu tempo de pintura autêntica de Benedito Calixto a quem se deve a fixação da imagem de Dom Pedro I. Ainda a direita importante relógio inglês de tubos reproduzindo Westminster, o toque do Big Ben. À esquerda relógio de precisão da marca prestigiosa suíça Jaeger le Coultre
Relógios pré WWII sob inspiração de Salvador Dali
Relógios norte-americanos do século XVIII e XIX mostrando ao fundo três relógios no estilo “banjo“ referentes à independência dos EUA
Coleção de relógios alemães do século XIX
Seção de relógios alemães sobressaindo ao fundo e ao centro um relógio reproduzindo o prédio da Light no Rio de Janeiro
Relógio dito de varanda ao estilo dos Czares da Velha Rússia
Relógio de coluna francês utilizado durante o século XVIII nas casas senhoriais do interior
Trio de raríssimos relógios do mesmo mestre relojoeiro francês com mecanismos únicos e diferentes sendo o do centro movido a esferas rolantes por gravidade
Relógio de coluna Segundo Império brasileiro com máquina Patek Philipe
Relógio alemão muito antigo reproduzindo a torre da Catedral de Munique com o relógio dos doze apóstolos
Relógio do século XVII com máquina de um só ponteiro lendo-se os minutos pela posição deste entre as horas. Tem como alegoria a encimar a caixa da máquina um galo que desde sempre foi o arauto das horas durante as madrugadas
Imponente relógio de mesa francês em bronze dourado a mercúrio e ouro
Relógio português de coluna datado de 1814 com máquina francesa ambientado na Baixa Ponbalina de Lisboa
Oratório Século XVIII ostentando imagem barroca de São Joaquim ladeado por dois relógios de coluna do Segundo Império brasileiro